Inconscientemente acho que foi auto-punição pelo episodio com o nosso filho Mateus.
- Eu estava sob tratamento com o buco-máxilo, Doutor José Roberto Sá Lima professor da faculdade de odontologia. Esse problema no meu maxilar era sequela do meu acidente de carro, junto com meu primo Eduardo aos 12 anos. Depois de um ano com dor de ouvido, aos 25 anos, o médico Doutor Paulo Rocco reparou que minha boca estava torta e me encaminhou para o especialista de cabeça e pescoço, onde fiz um exame, que detectou que eu estava com tudo inflamado. depois fui para o ortodontista mais caro da cidade Doutor José Rubens C. Pinto. O tratamento com ele iria ficar tão caro, que mesmo que vendêssemos a nossa casa, ainda não daria pra pagar. Então o Doutor José Roberto me fez uma placa para enganar a mordida e aliviar as dores.
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| Dr José Roberto Sá Lima |
Ele havia escrito praticamente uma bíblia sobre ATM, eu andava tendo muitas dores nas articulações da mandíbula e até labirintite eu tive por causa disso.
- Nos dias de Carnaval Lucas estava de folga do seu trabalho na vidraçaria e aproveitou que tinha achado um globo terrestre, abriu, colocou um cano de pvc dentro, passou um cabo de aço, ligou num motorzinho do seu carrinho de controle, para que girasse e fez um globo espelhado, teve a paciência de colar pedacinhos por pedacinhos de espelhos. Ficou perfeito, igualzinho aqueles comprados para discoteca. Depois começou a fazer um painel de comando para um jogo de luzes. Enquanto isso Mateus reclamava de tédio, por não ter o que fazer. Em março ele se matriculou na capoeira e logo em seguida começou perseverança, queria ser crismado.
- Fiz um curso na Europa - purificadores de água e tentei vender. Também voltei a estudar.
- Eu ainda estava trabalhando na locadora 100% vídeo. Havia sido contratada para chefiar três rapazes. Era um trabalho gostoso, levava tarefa pra casa, tinha que assistir os lançamentos dos filmes pra poder comentar com meus clientes, que no meu caso eram os donos de locadora, que iam comprar comigo. Assistia tudo em primeira mão, tinham acabado de lançar o filme: Titanic. Infelizmente não fiquei muito tempo lá. A política da empresa era de fazer rodizio de funcionários, não se criavam muitos vínculos.
- Apaixonada por esta joia.
- Em Março ficamos sabendo que meu cunhado Nivaldo estava bem mau com câncer, Vicente foi visita-lo em Cosmorama, aproveitando carona do Donizete e Vânia que estavam indo para lá.
- Na nossa Paróquia começou a ter reuniões para casais de segunda união. Uma abertura da igreja para tentar recuperar fiéis. As igrejas evangélicas eram bem mais acolhedoras.
- Tentei trabalhar numa clínica veterinária, mas não gostei, pois o Dr Airton me deixou sozinha com o dono de um cachorro que já chegou morto, sem se importar, que ele estava desmaiando toda hora e sofria do coração. Além de estar passando por divórcio e não estar concentrado no trabalho, deixando seus pacientes que lá estavam internados, sem o tratamento adequado. Haviam funcionários descontentes e o clima era péssimo, com pessoas telefonando para cobrar alguns pagamentos, o tempo todo. Fiquei só três dias e não suportando mais tudo aquilo, não voltei.
- Com o passar do tempo, nossas contas foram ficando atrasadas, a nossa situação financeira, ficou de tal forma que precisamos receber ajuda dos Vicentinos. Nos tínhamos conversado com o Padre Rinaldo, e ele disse que os enviaria os Vicentinos, (sem sindicância) para que economizando com comida, pudéssemos pagar alguma conta de: água ou luz por exemplo. Mas não é o que eles fazem, são muito criteriosos para ajudar. A pessoa tem que estar miserável mesmo.
- Não estávamos conseguindo trabalho pra nós em São José dos Campos e também depois de perder o nosso lugar do trailer no Parque Santos Dumont, na mudança de governo da prefeita Angela Guadaguinin para o prefeito Emanoel Fernandes, que tirou todos os trailer´s e ambulantes das calçadas das ruas de São Jose dos Campos, não restou outra alternativa a não ser ir trabalhar com o nosso cunhado Nivaldo, em Cosmorama. Eles estavam precisando de ajuda para tocar os negócios, porque ele estava piorando do câncer. Começamos então, uma conversa de mudar pra Cosmorama. Perguntamos para nossos filhos, o que eles achavam disso e eles concordaram.
- Colocamos a casa à venda, mesmo contra a vontade dos parentes, queríamos virar a pagina. Confesso que eu ficava preocupada de como ia fazer, para viajar com os bichos dentro do carro, mas o gato andou tendo uma espécie de furúnculos e depois sumiu. A kelly tinha o costume de correr atrás de carros, foi atropelada e morreu, veio dar o ultimo suspiro, bem na calçada em frente da nossa casa, foi muito triste.
- Passamos um período de enorme vazio com a perda de nossos bichinhos. Até que deixaram um cachorrinho de madrugada na porta da nossa casa, era machinho. Comecei a cuidar dele. Tempos antes a sobrinha Carolina me falou que a Jú do Doutor João tinha uns cachorrinhos para doar, eu tinha ido lá e reservei a minha cadelinha. Quando desmamou, fui buscar, era uma bolinha branca, muito engraçadinha. Vicente colocou o nome dela de Meg. O machinho quando chegou, estava perdido de carrapatos e com um barrigão cheio de vermes. Mas depois de bem cuidado, procurei uma família para ele. Apareceu um rapaz lá em casa e o adotou. O Mateus queria que eu ficasse com os dois, mas ter macho e uma femia juntos, achei que seria muito complicado por ocasião do cio.
- No começo Mateus apresentou ciúmes da cachorrinha, se referindo a ela como cocozinho branco.
Meg
- Doutor Paulo, sua esposa Tereza mais os filhos: Thiago e Sylvia,que eram da Igreja Batista se despediram de nós, nós apresentaram o Doutor Tel,( que ia ficar no lugar deles) e foram em missão para a República Dominicana na África.
- Depois de ter posto a nossa casa para vender em tudo quanto era imobiliária, conseguimos fazer um excelente negócio pela imobiliária Maciel.
- Depois de treze anos naquele mesmo endereço, despedir dos vizinhos com os quais convivemos foi muito doloroso, nos rezamos muitos terços juntos, fizemos algumas festas juninas na rua e nossos filhos cresceram brincando e jogando bola ali na pracinha.
Essas são fotos dos nossos queridos vizinhos:
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| Dora e Dalmo |
Era como se fossemos uma grande família.
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| Neide e Osvaldo |
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| Neiva |
- Na casa do nosso amigo Doutor João Cerruti Sobrinho que é Obstetra e Mastologista, fizeram um churrasco de despedida para nós.
- Dia 24 o melhor amigo do Vicente, Adão veio nos dar boas vindas, neste dia também conheci o Vando, que veio montar nos bois. Ele chegou montado num cavalo, jogando o laço nos bois e isso me fez lembrar do comercial de cigarros Marlboro, eu pensei, acho que estou na terra de Marlboro, rs. Uma realidade muito diferente da que estávamos acostumados.
- Dia 25 conhecemos o Paulo Giolo, (casado com a Rosana), ele veio molhar as mudinhas dos enxertos de manga, que ficavam bem em baixo de uma mangueira frondosa, que havia bem na frente da porta da nossa cozinha.
Paulo Giolo e Rosana
- No dia 18 de outubro de 1998, nós mudamos para Cosmorama. Acabamos saindo por volta das 23 horas, Vicente, eu e a Meg no fusca e a mudança e os nossos meninos no caminhão com Zé Damião. Lucas estava com 15 anos, Mateus com 13 e Meg com 2 meses .
- Chegando lá, fomos muito bem recebidos pela minha cunhada, que nos preparou um delicioso café da manhã. Um verdadeiro banquete.- Dia 24 o melhor amigo do Vicente, Adão veio nos dar boas vindas, neste dia também conheci o Vando, que veio montar nos bois. Ele chegou montado num cavalo, jogando o laço nos bois e isso me fez lembrar do comercial de cigarros Marlboro, eu pensei, acho que estou na terra de Marlboro, rs. Uma realidade muito diferente da que estávamos acostumados.
- Dia 25 conhecemos o Paulo Giolo, (casado com a Rosana), ele veio molhar as mudinhas dos enxertos de manga, que ficavam bem em baixo de uma mangueira frondosa, que havia bem na frente da porta da nossa cozinha.
Paulo Giolo e Rosana



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