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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Perdi pessoas tão queridas, mas só soube bem depois.



- Dia primeiro de julho aconteceu em casa, o primeiro ensaio do que viria a ser a Banda Radegundes do meu filho Mateus. Ele, Leonardo e Jansen se fecharam no quarto, o Jansen ainda estava aprendendo a tocar bateria e o Leonardo baixo. O Mateus tinha aprendido a tocar violão sozinho, só tirou umas duvidas com o pai e fez umas aulinhas particulares para aprender a ler partitura. Ele era muito esforçado e treinava todo santo dia nas horas vagas.
- Anunciei para os meus filhos, a minha idéia de ir morar no Rio de Janeiro e trabalhar no salão da minha irmã Rafaela. Eu tinha feito curso de condutores de coletivo pago pelo meu filho e tirado a carta "D", porque tínhamos o projeto de trabalharmos juntos. Ele ia comprar uma Van, e eu seria a motorista, mas eu estava querendo ir pra longe agora e mudar radicalmente a minha vida, mas não teve problema, ele aceitou bem a minha decisão e até incentivou dizendo: Tem hora que a gente cansa né mãe!Referindo-se ao que ele percebia que estava acontecendo com o meu casamento. Eu estava exausta, não queria mais proseguir com aquilo.
- Os meninos contribuiam com as despesas, mas eu não, então estava me sentindo um fardo.
-  No dia 3 de julho eu fui fazer aplicação nas minhas pernas com o Dr Yugi, eu tinha alguns vazinhos.  Já tinha feito algumas vezes. Eles eram bem pouquinhos e pequenos, mas mesmo assim, é melhor cuidar antes que fiquem maiores, eu aprendi isso com  minha tia Nátalia, quando eu era criança, lembro-me de ve-la com pequenos curativos nas pernas e ela me explicar o que era aquilo.
- Dr Yugi fez um comentário de que eu estava certa, de querer ir pra um lugar de praia com as pernas bem cuidadas.
Dia 11 eu fui para o Rio e no dia 12 é que foi o casamento do sobrinho Cristiano filho do mano Hamilton, mas isso eu ja contei lá atras.

Eu com o noivo, meu sobrinho Cristiano

- No dia 13 ajudei a sobrinha Brenda a fazer trabalho de escola sobre as Olimpíadas, Era um cartaz e eu como sempre fiz o desenho, digo isso porque sempre fui procurada pelos sobrinhos pra fazer desenho, tenho facilidade, embora desde os meus 17 anos tenha deixado de lado os desenhos.
- Dia 15 fui conhecer a academia do meu irmão Hamilton, foi o nosso primeiro momento sozinhos e pude sentir um pouquinho como ele era. Fiz uma aula de caratê com ele, que na época era quarto Dan.
- No dia 17 através de uma mensagem no orkut da prima Inês Cristina, soube que a tia Nátalia  (Anátalia Rangel Asp) tinha falecido aos 75 anos, no dia 13 de julho, fiquei tão chateada. Afinal eu já estava no Rio de Janeiro, nesse dia e poderia ter ido ao velório, ela era a minha tia preferida, além de ter batizado meu filho Mateus e ter assim se tornado minha comadre também. A ultima vez em que nos vimos foi num fim de ano em que fu visitar o túmulo do meu pai em Caxias, ela estava de mudança para Laranjeiras e nós almoçamos juntas na casa da minha prima Carmem Lúcia. Fazia um ano que meu primo Paulo Sergio tinha morrido e ninguém tinha me avisado, fiquei tão chateada por ter ficado sabendo pelo porteiro do prédio enquanto esperava ela chegar. Minha tia era uma renomada artista plástica, conhecida como a artista dos toques divinos, premiada nos Estados Unidos, China e Egito, ela pertencia a Academia Brasileira de Belas Artes. Muito doce e meiga, adoraria ter sido sua filha, meus pais diziam que eu me parecia com ela, até a mesma boca torta nos tinhamos igual, era como se tivessemos o mesmo sangue, mas infelizmente não. Certamente se eu pudesse escolher a minha mãe seria ela.




                         Aprendi alguns golpes de Caratê com o meu irmão Hamilton 

Adoro festas juninas!



- Dia 24 de junho fizemos em casa uma reza do terço para os três Santos; São João, São Pedro e Santo Antônio. Antonieta enfeitou o estandarte. Era um costume que o pai do Vicente tinha e que ele agora vinha seguindo. A família toda dele veio, foi legal e divertido, mas no final da noite um acontecimento triste, riscaram todos os carros dos nossos convidados. A sobrinha Carolina tinha trazido seu amigo da faculdade, Marcos, que tinha comprado um carro zero aquela semana e o Honda Civic do meu cunhado também era novo. Foi super desagradável.


- No dia 28 de junho teve festa junina na chácara da Norma, dona da confecção onde o Vicente 
trabalhava como representante. 

                      
                               

                            Luciano, Amália e Duda foram também com a gente.

Um Casal nota mil!



- Antes dos encontros de casais as equipes se reuniam para fazer as lembrancinhas que seriam entregues a cada  casal. Nesse período é que se dava o estreitar das amizades que fazíamos. Foi assim que se deu a nossa amizade com o Jovino e Ângela, da outra vez em que trabalhos juntos num encontro.




Era a primeira vez que eu era citada como escritora publicamente, isso me deixou tão feliz!



- No dia 27 de maio a TV Vanguarda me entrevistou no curso da semana Literária sobre Cassiano Ricardo e foi ao ar a noite. O jornalista Carlos Abranches me sitou como escritora, que Deus o ouça!
Umas dez pessoas vieram falar comigo, que me viram na TV. Não era a primeira vez, eu já tinha aparecido umas 4 vezes, mas esta foi a mais emocionante.


Carlos Abranches

As meninas mais lindas do Bairro do interlagos em São José dos Campos.



- No aniversario do Mateus ele trouxe toda a família da namorada para nós conhecermos, Isso era um sinal de que a coisa estava seria, nunca tinha acontecido isso antes. Eu  dizia para os meus filhos, não trazerem as namoradas em casa, só mesmo quando fosse sério  e pra casar, rs. Mas esta era pra casar. Algum tempo antes de conhece-la no Carnaval em Paraibuna, ele me disse mãe: - você vai ter um neto de olhos claros, achei que ele já estava ficando com umas das mais lindas meninas do bairro, mas na verdade não sei com quem ele estava ficando, ele era muito discreto, de pouca conversa e a gente não ficava sabendo muito da vida dele. Logo que me mudei para aquele bairro, a beleza daquelas duas irmãs: Evellyn e Emyli,
Evellyn


                                      chamaram  minha atenção. Oh família de gente linda!


Emylli



A dança era meu único prazer aos 17 anos.



- Ainda mais, que naquela época eu fazia jazz e era algo que me fazia muito bem, para além do caos em que se encontrava a minha vida. Na adolescência um filme que mexeu muito comigo foi, Embalos de Sábado a noite. Eu tinha vontade de ser acordada assim, como aquele moço do filme, com uma música bem estimulante. Seria ótimo, começar o dia cantando e dançando.




O que ele não entendia, é que a dança para mim, era tão importante, como tocar violão era pra ele.





- No dia 5 de maio assisti com o meu filho Lucas o filme Fama. Eu já tinha visto quando namorava o Vicente, fomos ao cinema assistir, fiquei tão enlouquecida com esse filme que dançava na cadeira. Lembro que o Vicente me falava: Fica quieta! Mas era tão eletrizante, que era impossível ficar quieta.








Ser escritora não me torna menos valiosa do que quem faz uma comida ou qualquer outra coisa, eu sei do meu valor!



- E lá, foi onde eu recebi incentivo para escrever meus livros e agora me arrisquei até fazer este Blog. Tem épocas, na vida da gente, que a gente se apega a alguma coisa para poder prosseguir, continuar vivendo por alguma razão, nessa época da minha vida, me apeguei a estes momentos junto com aquelas pessoas. A mim parecia ser,  que tudo o que eu tinha de melhor pra fazer naquela hora, era frequentar aqueles cursos. Parece que não tinha sobrado nada mais de bom para mim naquele momento. Mas decidi que seria assim, cada momento da minha vida eu me apegaria em algo pra poder seguir em frente. Desde que conheci a SNIE, eu não fui mais tão atormentada pelo espirito de suicida que me acompanhou durante anos. Mas era preciso ter algo para me apegar, para me ajudar a ser forte nessa vida para os baques que ela nos dá de vez em quando. Lembro que na época da APAC, foi ela, porque lá eu me sentia valorizada, respeitada, necessária. Quando me mudei de volta para São José dos Campos, foi a SNIE que segurou a minha barra. Durante a Faculdade de Psicologia eu estava tão feliz!
- Achei uma maneira de seguir em frente, é essa, me apegar a algo que eu goste, eu sempre busquei caminhos onde pudesse ser feliz. A leitura e a escrita é o que mais me dá satisfação, deve ser o mesmo prazer de quem tece um tapete, faz um tricô, crochê, uma comida, etc. É pena que muitos não entendem isso, Parece que se você não faz estas outras coisas ou não trabalha fora, não vale nada e nem tem direito a certas coisas.




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ali era onde me sentia bem, estava desabrochando para a escritora que venho me tornando hoje em dia.



- Durante a semana, de manhã eu estava frequentando os cursos de literatura da Biblioteca, lá conhecia cada vez mais pessoas muito interessantes, como professores, estudantes, poetas, escritores, atores e vários outros artistas. Lá eu conheci as escritoras Rita Elisa Seda, Itamara Moura, Sonia Gabriel, o Diretor de cinema Claudio Mendel, Josefina Neves Mello e tantas pessoas com as quais continuei mantendo contato até hoje, pelo facebook. Eu bebia daquela fonte do saber ali, com aquele pessoal e e me sentia extasiada, era um ambiente muito agradável, um lugar onde me sentia feliz.


Sonia Gabriel
Itamara Moura


Claudio Mendel


Rita Elisa Seda



Josefina Neves Mello


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Eu assim como tantas mulheres tinha um grito entalado na garganta.



- Dia 26 de Abril Vicente e eu fomos no nosso primeiro Sarau Poético, era uma homenagem a poetiza Zenilda Lua. Estava tudo enfeitado de Chita,( pano de algodão estampado, bem colorido) bem simples, mas lindo. O Joka Faria, estava lá também.


 Rosa Ramos Grossi


Joka Faria


Quem quis declamou. Uma moça chamada Giseli deu um grito tão maravilhoso ao interpretar  um poema chamado Suicídio, que para mim foi inesquecível. Foi aquele grito que todos temos vontade de dar um dia. Dona Rosa Ramos Grossi, a mãe da moça que gritou estava começando sua carreira artística, ela se apresentou também.


Zenilda Lua